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Cahora Bassa # 1
Um ano após a reversão accionista da HCB, Paulo Muxanga, o novo PCA da hidroeléctrica, referiu à AIM que a nova administração moçambicana está empenhada no controle de cheias como as que causaram massivos deslocamentos de pessoas e destruição de culturas nas duas últimas estações de chuva.
Citado pela AIM, Paulo Muxanga insistiu no papel significativo que a HCB, agora sob comando moçambicano, jogará na prevenção deste tipo de desastres através da criação de volumes de encaixe que possam reduzir a necessidade de abrir os descarregadores da barragem caso, de novo, se registem grandes afluências da Zâmbia e Zimbabwe – segundo a AIM, na altura a HCB já havia começado a efectuar descargas preventivas (1).
Ainda neste contexto, o Notícias (primeira página 26 Novembro 2008), referia que a HCB estava a “experimentar dificuldades na monitoria do caudal do rio Zambeze devido a deficiências na circulação de informação hidrológica entre Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe – uma lacuna que, para a HCB, representava um constrangimento para o eficiente controlo de água a meter e tirar da albufeira, por forma a evitar a ocorrência de inundações e cheias a jusante devido às descargas que normalmente se fazem na época chuvosa.”
(1) – a HCB inaugurou há dias o seu website – boa, oh meus! (favor é ir actualizando a informação hidrológica que anunciam). |
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Cahora Bassa # 2
Numa outra perspectiva, e agora abordando possíveis soluções para o deficit eléctrico regional, Paulo Muxanga (CEO da HCB) considerou que, no entender da sua administração, a solução seria adicionar mais 1000 MW à HCB através da construção da central Norte de Cahora Bassa. Citado pela AIM, Paulo Muxanga colocou o custo desta nova central em 800 milhões USD, e referiu que não seria difícil encontrar investidores que a financiassem – ele adiantou ainda que a nova administração HCB já havia entregue ao governo uma proposta sobre o assunto.
Recorde-se que estas declarações, que reiteram as que Paulo Muxanga havia prestado à STV há cerca de 4 meses, contrastam com a posição que o Ministério da Energia tem assumido ao privilegiar a construção de Mepanda Nkuwa. Questionado pela AIM quanto aos argumentos que têm sido avançados a propósito da necessidade técnica de construir Mphanda Nkuwa antes de Cahora Bassa Norte, Paulo Muxanga rejeitou tais posições, argumentando que os projectos são independentes um do outro. |
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xitizap # 42
dez 2008 |
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Jesus não é surdo! |