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Mediterrâneo - corte de cabos submarinos põe a Net em baixo

 

Mediterrâneo (dez 19)  - foram hoje danificados 3 dos 4 cabos de telecomunicações que ligam o tráfego Internet entre o Médio Oriente e a Europa . Segundo a France Telecom, o cabo “Sea Me We 4” foi cortado às 7:28 AM (local time), o “Sea Me We 3” foi danificado às 7:33 AM, e o cabo FLAG ferido às 8:06 AM.

 

A France Telecom estima que, em consequência destes danos, 82% da Índia ficou sem Internet -  um cenário que se propagou à Arábia Saudita (55%), Egipto (52%), UAE (68%) e partes da China (39%). A lista de países afectados inclui ainda o Líbano, Malásia, Maldivas, Paquistão, Qatar, Síria, Iémen e Zâmbia.

 

Desde há bocado (dez 20) que o recurso algumas rotas de tráfego alternativo tem vindo a permitir o restabelecimento de alguns serviços, embora se preveja que, a partir de segunda-feira, as comunicações se tornem mais difíceis.

 

Embora não se conheçam as causas dos danos infligidos aos cabos submarinos, a hipótese do arrastar de âncora de um navio que zarpou de Alexandria (Egipto) ganha consistência numa altura em que um barco francês especializado neste tipo de reparações submarinas já se encontra no Mediterrâneo.

 

Um dos cabos danificados que liga 33 países tem 40,000 quilómetros de comprimento, e um outro com 20,000 km serve 14 países.

 

 

Moçambique: teledensidade acelerada

 

como por tudo o que é sítio,

em Moçambique os celulares continuam a ser os agentes do vertiginoso aumento do número de subscritores por 100 habitantes – um índice que saltou de 3.39 (2004) para 20.6 em 2008.

 

Lembrar que em 2004 havia apenas 610,473 subscritores de celulares (contratos + pré-pagos) e, ainda 2008 ia a meio, já havia 4,223,911 – quase 7 vezes mais – numa rede de telefonia móvel (M-Cell e Vodacom e um terceiro a partir de 2009) que já cobre 109 dos 128 distritos - mais de 85% de Moçambique.

 

No mesmo período, a rede fixa (exclusivo da estatal TDM) cresceu pouco em termos de assinantes (de 75,256 assinantes em 2004 para 78,324 em mid-2008); mas cresceu muito bem em termos de cobertura geográfica via fibra óptica.

 

 

15 000 quilômetros submarinos

 

Quando em Junho 2009 o cabo submarino Seacom entrar em operação comercial, não é apenas mais uma janela que do Índico se abre para o mundo: é um tele-aqueduto de banda larga a baixo preço e independente dos caríssimos e saturados satélites.

 

Através de 15,000 km de cabo submarino (fibra óptica) ligando o sul e leste de África (via Mtunzini, Maputo (1), Toliary, Dar es Salaam e Mombassa) a nós das redes da Índia e Europa, o empreendimento Seacom (USD 600 milhões) é referido como já tendo feito muita mossa concorrencial mesmo antes de ser lançado; e o M&G cita a África do Sul como um mercado onde os preços da banda larga passaram de R8 000 por megabit por mês para R800 – o que ainda é o dobro daquilo que a Seacom promete quando em Junho 2009 entrar em regime comercial, ou seja, R435 de gigabits por mês.

 

Inicialmente, a Seacom servirá 80 GB/s de capacidade internacional (dos quais 2/3 estão já contratados) com possibilidades de expansão até 1.2TB/s num crescente mercado ligando África e os países asiáticos. Notar que, embora 95% do tráfego africano seja actualmente dirigido para a Europa e América do Norte, prevê-se que em 5 anos 25 a 35% de todo o tráfego africano passe a ser dirigido para a Ásia – uma segmentação de mercado que poderá atingir os 45% em 10 anos.

 

Embora o sistema Seacom seja assente no comércio grossista (so-to-speak) da comunicação via Índia e Europa (TV de alta definição, redes peer to peer, IPTV, e demanda Internet), os donos do cabo garantem que, neste aqueduto de banda larga, os princípios do acesso aberto, igual e não-discriminatório por parte de todos os retalhistas africanos serão firmemente garantidos.

 

 

 

(1) em Moçambique, a conexão ao novo cabo de fibra óptica é propriedade de uma parceria que envolve a Seacom e a Capitel (uma sociedade de capitais moçambicanos e sul-africanos presidida por um ex-ministro da Educação em Moçambique).

Text Box: novas léguas submarinas
mares Seacom

 

 

Robot dives in to find internet sea break

Adam Sage in Paris

 

Engineers are engaged in a deep-sea operation to restore internet and telephone access to millions of people in the Middle East, Africa and Asia after the undersea cables that form one of the world’s main communication arteries were severed.

 

A seabed earthquake is believed to be responsible for damaging three fibreoptic cables in the Mediterranean and leaving at least 15 countries with slow or no internet access and poor-quality telephone lines. Although a team of specialist French engineers and an underwater robot nicknamed Hector are working round the clock, the damaged cables are unlikely to be repaired until Thursday.

 

France Télécom said its engineers believed that the cables had either been damaged in an earthquake or by a ship’s anchor. “As they are at a depth of 200 metres, the first hypothesis seems far more likely.”

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It is also said that the Raymond Croze, a France Télécom maintenance ship with a crew of 64 on board, had reached the zone of the damage between Sicily and Tunisia on Sunday. Hector the robot was scouring the seabed for the point at which the cables had been broken. “They are buried in a trench dug out of the bottom of the sea, and they are covered in mud, so it’s not easy,” it said.

 

The damaged section will be lifted on to the ship and repaired. This operation involves soldering thousands of tiny, individual fibres through a microscope and then checking that each one of them works. “We hope to have the two cables working again by Christmas,” France Telécom said The Sea Me We 4 and Sea Me We 3 cables are run by a consortium of about 30 telecommunications operators, including France Télécom. The Flag EA cable, which was also damaged, is operated by the Indian company Reliance Globalcom, which said that it had contracted a private repair ship to locate and repair the damage. It said that it hoped to have the cable working by the end of this week.

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(in Scientific American)

 

Although the Internet has come to be seen as ubiquitous, people in the Middle East and India were reminded Friday of just how the Web is delivered to their homes and businesses when three key undersea cables were severed within a span of 38 minutes, knocking a large portion of users offline until traffic could be re-routed. The cables remain on the sea bed today as France Telecom Marine deploys its "Hector" remote-control submarine to find the ends of its two cables and bring them to the surface, where they can be repaired on board the company's C/S Raymond Croze 3,200-ton cable maintenance ship. (A second ship operated by India's Reliance Globalcom is en route to repair the third cable, NetworkWorld reported today.)

 

France Telecom Marine has five Hectors, which the company uses to lay, bury, inspect and maintain its undersea cables. The 13.8-foot (4.2-meter) long submarines can dive as deep as 6,562 feet (2,000 meters) and have their own sonar, video cameras and cable-tracking systems.

 

The process of finding and repairing the cables—which are less than an inch in diameter and include the SEA-ME-WE4 (South East Asia-Middle East-West Europe 4 project), SEA-ME-WE3 and FLAG (Fiber-Optic Link Around the Globe)—is likely to take several days to complete, given that the ends of the severed cables had yet to be located as of today. It is unclear exactly how the cables, which lie in the Mediterranean between Sicily and Tunisia, were cut; media outlets are reporting that they may have been sliced by an undersea earthquake [see Sciam.com's in-depth report on earthquakes] or by an anchor dropped by a tanker ship that dragged them along the sea floor. France Telecom Marine estimates that the SEA-ME-WE4 could be back in operation by Thursday, and that work on the SEA-ME-WE3 could be finished by New Year's eve. It is  not clear when the FLAG cable, a 17,400 mile (28,000 kilometer)- long submarine communications link, will be repaired.

 

This latest large-scale Internet outage is the second that the region has suffered this year. Millions of Internet users in the Middle East and Asia were unable to access the Web after two underwater Internet cables were ruptured on January 30 (a third cable, this one in the Persian Gulf , was cut in early February and compounded the problem).