alterações climáticas

Text Box: Um Clima em Mudança


Desde que a Terra é Terra que o seu clima tem registado mudanças.

E durante os últimos 400,000 anos a sua temperatura tem vindo a alterar-se significativamente – e periodicamente tal como mostra a Fig 1.

De um clima quente até uma era de gelo, as alterações ocorreram em escalas de tempo milenares, embora existam evidencias de que grandes alterações a nível regional possam ter ocorrido no espaço de algumas décadas apenas.
E, intimamente correlacionado com estas alterações de temperatura, nesses mesmos períodos tem sido detectado alterações na concentração atmosférica de dióxido de carbono (CO2). Os estudos sugerem mesmo que o CO2 é um importante vector (feedback) no processo que amplifica fortemente as artificiais mudanças.


Entretanto, abundam dados científicos demonstrando que, durante os últimos 150 anos, o clima da Terra se tornou mais quente, e que esse aquecimento se acelerou nos últimos 20 anos (Fig 2). E tal como mostra a Fig 3, é fortíssima a correlação entre aumentos de temperatura e subidas na concentração atmosférica de dióxido de carbono (CO2).

Recorde-se que os aumentos das concentrações atmosféricas de CO2 são em larga medida derivados das emissões deste dióxido de carbono— devido à intensa queima de combustíveis fósseis e de outras actividades humanas (tais como a desflorestação por exemplo).

E  já é possível prever que, num futuro bem próximo, o aumento continuado destas emissões antropogénicas continuará a implicar um contínuo aumento da temperatura na Terra. Um aumento que provocará efeitos esmagadoramente negativos nos humanoides – sobretudo nos mais pobres.

Emissões de Gases de Estufa e Alterações Climáticas

A atmosfera da Terra é como a de uma estufa.
Certos gases atmosféricos – os chamados gases de estufa (GreenHouse Gases) – ao reflectirem de novo para a Terra uma parte das suas radiações infra-vermelhas permitem sustentar temperaturas adequadas à vida na Terra. Numa acção delicadamente equilibrada—e que até há pouco era profundamente natural (Fig 4).

Contudo, e sobretudo durante o último século, o processo de industrialização conduziu ao uso extensivo de combustíveis fósseis e à maciça conversão de áreas florestais em zonas agrícolas e/ou urbanas. Em resultado disso, significativas quantidades adicionais de gases de estufa (sobretudo CO2) têm vindo a ser lançadas para a atmosfera (ver Fig 5). Uma vez emitidos, todos estes gases aí permanecem por longuíssimos períodos de tempo intensificando, artificialmente, o efeito de estufa natural e, admitidamente, provocando o aquecimento global que se tornou evidente no século 20.

À medida que os países industrializados incessantemente procuram melhorar os seus níveis de vida, e que os países em desenvolvimento anseiam eles próprios pela sua industrialização, não será difícil prever que as emissões antropogénicas de gases de estufa (GHG) continuem a aumentar. E, segundo muitos, a concentração destes gases poderá duplicar até 2100.

No seu Third Assesment Report, o IPCC apresentou 6 cenários para emissões de gases de estufa durante o século corrente. O cenário com emissões mais altas (SRES A1 F1) assume um baixo crescimento demográfico, altos crescimentos económicos e novas e mais eficientes tecnologias. O cenário SRES B1 sugere o quadro com mais baixas emissões: ele assume um baixo crescimento demográfico, um baixo crescimento económico, e um rápido desenvolvimento tecnológico. Entre estes dois extremos, colocam-se os cenários IS92a e IS92b (Figura 6) que haviam sido usados em muitos modelos anteriores.
Com base nestes e outros cenários, osmais recentes modelos climáticos prevêem que a temperatura média à superfície da Terra poderá subir entre 1.4 e 5.8 garus centigrados por volta de 2100 (Figura 7).

Potenciais Consequencias das Alterações Climáticas

O aumento da temperatura à superfície da Terra conduzirá a mudanças em muitos outros aspectos do sistema climático, incluindo precipitações, ventos, e frequencia e severidade de climas extremados em certas áreas  - e a Figura 8 mostra alguns dos impactos estimados.

E várias são as razões sugerindo que tais efeitos se possam mostrar cumulativos – e por isso mais complexos a prazo. Daí que algumas das mais ameaçadoras alterações climáticas possam vir a desenvolver-se de forma não-linear se alguns limiares ambientais críticos forem ultrapassados.

Por forma a minimizar-se a alteração climática – e evitar a ainda pouco percebida disrupção no ambiente da Terra – grande parte da comunidade humanoide desenvolve actualmente algumas acções a nível global, e o objectivo último é reduzir drasticamente as emissões de gases de estufa por forma a que se estabilize a concentração atmosférica de CO2 (Fig 6).

Em 1992, e no quadro das Nações Unidas (UN), mais de 160 países assinaram a Convenção relativa a Alterações Climáticas – a que se seguiu o Protocolo de Kyoto em 1997. Um protocolo que, em Moçambique, entrou em vigor em 18 abril 2005.

Para o período 2008-2012, o Protocolo de Kyoto, que estipula obrigações legais aos vários países, obriga os países industrializados a reduzirem as suas emissões de gases de estufa 5.2% abaixo dos respectivos níveis em 1990.

adaptação livre de Canada (Natural Resources) - www.atlas.gc.ca

xitizap # 18

abril 18, 2005

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