mozal - uma acta de outubro 28


a MOZAL e o SPL


a Mozal dedicou a terceira sessão do seu meeting à questão do perigoso resíduo SPL (spent pot lining). Uma louvável iniciativa que permitiu aos participantes melhor perceberem a natureza do problema -  e o modo como a Mozal espera resolver a questão.


A Mozal anunciou que já havia dado início à exportação de SPL para a África do Sul - por via terrestre, e em camiões especializados.


A alumineira informou ainda que estes dejectos juntar-se-ão aos dos outros dois smelters da mesma BHP Billiton (Hillside e Bayside, na zona de Richards Bay) numa central de britagem que alimentará os fornos das cimenteiras da PPC (Portland Cement). Em processo que consideram tecnica e ambientalmente adequado - e licenciado pelos DEAT e DWAF sul-africanos.


recorde-se entretanto que, nesta altura (outubro 2004), estamos a falar de quantidades irrisórias de SPL - se comparadas com as dezenas de milhar de toneladas que aí vêm tão logo se iniciem as cíclicas decapagens dos fornos. Ou seja, dentro de momentos.


por isto mesmo interessava-me saber se a Mozal continuaria a apostar na exportação como a solução para o seu SPL.


Sobretudo porque, a prazo, me parece haver alguns riscos na hipótese - por um lado, porque o tratamento via cimenteiras da PPC ainda carece de maturação e, por outro, porque este não é exactamente um comércio "simpático" sob ponto vista trans-fronteiriço - e por isso normalmente susceptível a circunstancias políticas.


Nesse quadro, e considerando que a Mozal Fase 3 parece já estar à porta - ou seja mais 250 000 toneladas a somar às actuais 500 000 da Mozal 1 e 2 - perguntei à Mozal qual seria o seu plano de contingência caso, por qualquer razão, a exportação de SPL para a África do Sul fosse impedida ?


em resposta, o Director - Geral da Mozal fez uma breve enunciação das modernas alternativas técnicas disponíveis para o tratamento do SPL - que não aquela que a BHP Billiton está a utilizar - e daquilo que considerou serem os seus elevados custos.


Ele admitiu ainda que a Mozal não dispunha de planos de contingência SPL dado que não se prevêem alterações ao actual estado de coisas.



josé lopes


auditório TDM

meeting Mozal 28 outubro 2004



obs.: recorde-se que no meeting de 18 Março 2004, a Mozal havia confirmado que não utilizaria a lixeira de Mavoco para armazenar SPL - e que a solução de stockagem em edifícios próprios não seria económica.




a 28 de outubro aconteceu mais uma reunião de partes interessadas e afectadas pela Mozal.


outra vez um auditório repleto - à volta de 200 pessoas, na sua maioria estudantes.


consegui colocar algumas questões     

xitizap # 16   novembro 2004

photo john short

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