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xitizap # 44 |
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descontentamento CESUL |
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quer 1600 MW ? |
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Cahora Bassa é possível |
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soltas |
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Procrastinando …
Instigado pelo cliché, lá vou tentando extrair vantagens da crise mas só me saem é balões de ar quente – e duques.
Já nas raias da conspirativite, pontapeei a bússola e soltei-me a imaginar que, no crescendo de magias que por aqui ciclonam, o que talvez valha mesmo a pena seja procurar o envelope de serendipidade que aqui anda certamente escondido – um tesouro cuja existência ninguém contesta, mas ele também um tesouro só ao alcance dos racionalmente pouco-correctos.
Coube-me atravessar esta ponte quando há dias consultei um adivinho.
Logo que sentiu ao que eu ia, o venerável Nyanga optou por jogar seguro e decidiu-se por um tinhlolo completo – tinguenha, thiakata e tinhlolo Nguni.
Batido o tinhlolo, a consistência signalética percorreu demoradamente os três conjuntos, e, desde as escamas de crocodilos aos astrálagos de cabrito, passando pelas cascas nulu, tudo apontou para a metáfora que o adivinho quis curta – Zimbabwe, disse-me ele, simplesmente.
Conceptualmente limitado, admito mover-me mal neste mundo fantástico de “coisas que representam coisas”, e certamente terei perdido muito do dizer destes sinais.
Mas a incisividade da metáfora pareceu-me esmagadora, mesmo quando reduzida à pequenez do meu universo eléctrico - porque, como me sugeriu o Nyanga, talvez seja no resolver do Zimbabwe que resida muita da sorte eléctrica que à região tem faltado.
Resolvendo-se a paz naquele crucial país – que é exactamente o que toda a gente quer - a fácil recuperação da sua rica infra-estrutura energética não só rapidamente acrescentará muitos pontos ao sócio-PIB de lá, de cá e de toda a SADC, como ajudará a sanitizar as redes energéticas regionais – creio eu.
Esperemos então para ver se a metáfora Zimbabwe cola ou não.
josé lopes
março 2009 |
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um conjunto completo de tinhlolo, em 2005 |