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Mercúrio … é o planeta mais perto do Sol e, com cerca de 1/3 do tamanho da Terra é pouco maior que a Lua, sendo que só Plutão é mais pequeno que ele.
O nome Mercúrio está associado ao veloz mensageiro dos deuses da mitologia romana já que ele tem a mais rápida órbita em torno do Sol (47.89 km/s) o que implica o ano mais curto de todos os planetas – cerca de 88 dias comparados com os 365 dias que a Terra leva a orbitar o Sol.
A sua órbita é marcadamente elíptica, e no ponto mais perto do Sol (periélio) Mercúrio posiciona-se a 47 milhões de km; em afélio (ponto mais longínquo), o planeta dista cerca de 71 milhões de km do Sol.
Como está muito perto do Sol (nunca mais de 28° de afastamento), Mercúrio torna-se um planeta difícil de observar a partir da Terra. As melhores ocasiões para o observar ocorrem apenas duas vezes por ano quando ele aparece acima da linha de horizonte, e em afélio. É então que Mercúrio pode ser visto logo após o pôr-do-sol, ou imediatamente antes do nascer do Sol.
De acordo com as teorias vigentes, Mercúrio formou-se ao mesmo tempo que os outros planetas do Sistema Solar - há cerca de 4.5 biliões de anos -, mas porque muito próximo do Sol, Mercúrio terá sido sujeito a temperaturas tão extremas que poderão ter fundido completamente o planeta. Daí que se suponha que os elementos de elevada densidade, em particular o ferro, se tenham separado completamente das rochas fundidas, migrando para o centro do planeta - e que por isso terá resultado um Mercúrio com um enorme núcleo de ferro coberto por mantos e crostas, desprovidos de elementos pesados, e compostos à base de silicatos.
As primeiras imagens de Mercúrio foram proporcionadas pela sonda Mariner 10 que, em 1974/5, fez 3 voos rasantes sobre Mercúrio fotografando cerca de 45% da sua superfície – por sinal, uma superfície muito similar à da Lua e povoada por crateras resultantes de impactos.
A atmosfera de Mercúrio é muito ténue, à base de hélio e sódio, e a temperatura à superfície pode oscilar bruscamente entre 90 e 800 K. |


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sunspots
aquando do trânsito de Mercúrio, o Sol expunha vários sunspots (manchas solares) muito maiores que a mancha de Mercúrio. Na verdade, o mais pequeno destes sunspots chega a ser maior que a Terra.
os sunspots são regiões solares em que, por virtude de fortíssimos aumentos do campo magnético do Sol, a fotosfera arrefece mais de 1500 K produzindo manchas escuras. O número de sunspots visíveis varia ao longo do ciclo solar de 11 anos, e eles podem durar um par de horas, algumas semanas, e mesmo meses no caso dos maiores – como o que aparece no centro do Sol, a 7 de maio 2003 |
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mercúrio em trânsito |
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o CONE
by Arthur Erickson
foi em Vancouver que o team XITIZAP consultou as tabelas do trânsito de mercúrio de 7 de maio 2003,
e as previsões quanto ao brilho de Danjon para o eclipse da Lua de maio 16 |


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equipado com um telescópio Meade LX 50 (10"), uma luneta proto-galilaica e filtros solares,
o team XITIZAP desembarcou em Maputo, no dia anterior ao trânsito de mercúrio
o peso,, a pressa, mas sobretudo o insuportável tráfego automóvel
obrigaram ao aluguer de um pequeno helicóptero … que andava por perto |



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projecção e sequências vistas de Maputo 7 Maio 2003 |
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trânsito de Mercúrio
o trânsito, ou passagem de um planeta cruzando a superfície do Sol, é uma ocorrência relativamente rara, e da Terra só se observam trânsitos de Mercúrio e Vénus.
Em média, há cerca de 13 trânsitos de Mercúrio por século, e os de Vénus são ainda mais raros – ocorrem em pares (recorrência de 8 anos) separados por mais de 100 anos. Por isso se diz que não deve haver gente viva que tenha observado um transito de Vénus.
De facto, desde a invenção do telescópio só ocorreram 6 trânsitos de Vénus (1631, 1639, 1761, 1769, 1874 e 1882). E essa será uma boa razão para que os terráqueos abram os olhos a 8 Junho 2004, data em que ocorrerá um trânsito de Vénus - o primeiro desde 1882.
XITIZAP espera fazer a cobertura on-line dessa efeméride (knock-knock-knock)
micro-eclipse do Sol
a 7 de Maio de 2003, Mercúrio transitou frente ao Sol, e o pequeno disco de Mercúrio - uma cabeça de alfinete -, produziu um micro-eclipse do Sol.
Com 1/158 do diâmetro aparente do Sol, Mercúrio apenas pôde ser observado por ópticas com magnificações superiores a 50x, ou mesmo 100x, devidamente equipados para observação solar. |

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José Cabral, o focador e fotógrafo |
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zeca bamboo, o alter-zapper |

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mercúrio em trânsito |
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Mercúrio em trânsito solar |