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Pirataria marítima e custos de navegação
O aumento vertiginoso dos incidentes de pirataria tem vindo a subir o custo de transportes marítimos, e a forçar as companhias de navegação a considerar novas rotas. O International Maritime Bureau (IMB), que há muitos anos rastreia os casos de pirataria marítima, reporta que 2008 foi o pior ano em termos de sequestros (navios) e tomada de tripulações reféns (293 incidentes oficiais de pirataria e roubo à mão armada).
O IMB atribui este crescendo de incidentes ao sem-precedente número de ataques na região do Golfo de Aden.
Esta problemática área, uma estreita faixa de água entre a Somália (um estado africano disfuncional) e o Iémen, serve de acesso ao Mar Vermelho e ao Canal de Suez, e, além de ser uma rota crucial para o trânsito de petróleo (6,500 navios-tanque, transportando 7% do petróleo mundial em 2007), é uma das rotas mais utilizadas no comércio marítimo (trigo, milho, alumínio, químicos e outras mercadorias)
Em Maio 2008 as seguradoras declararam o Golfo de Aden como zona de risco-de-guerra, e, não só têm subido exponencialmente os seus prémios de risco, como também têm vindo a sugerir às companhias de navegação que, em alternativa, passem a optar pela rota do Cabo (África do Sul) – mesmo que isso aumente os custos e tempos das viagens.
Contudo, o IMB nota que o recente alargamento da área de pirataria na costa leste de África às águas do Quénia, Tanzânia, Comores e Seychelles, é um risco que já não pode ser desprezado – como aconteceu na Nigéria/Golfo da Guiné, uma zona em que, quase em surdina, ascenderam a 40 os casos de pirataria marítima oficialmente reportados em 2008, embora se saiba de pelo menos mais outros 100 casos não comunicados. |
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