xitizap # 39

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Zambeze - parto 2008/09

vêm aí os Nukes

soltas

 

 

Vêm aí os NUKES!

 

 

na África do Sul, a Eskom pretende que sejam nucleares 20,000 dos 80,000 MW que ela planeia dispor como base instalada em 2025.

Actualmente, a capacidade de geração eléctrica da Eskom ronda os 40,000 MW, incluindo a sua única central nuclear (Koeberg 1,800 MW).

 

A política da ESKOM vai no sentido de 50% da nova capacidade de produção eléctrica ser nuclear,” explicitou recentemente Tseliso Maqubela, director para assuntos nucleares do departamento de minerais e energia da África do Sul. Maqubela referiu ainda que a contribuição de unidades PBMR (pebble-bed modular reactor) poderá atingir 25% desses 20,000 MW - o que, a 165 MW por mini-nuke, significaria mais de 30 PBMRs espalhados pela África do Sul.

 

Sob pressão de um intempestivo deficit eléctrico, e progressivamente consciente da actual falta de drive PBMR, a Eskom passou a empurrar os mini-nukes com a barriga, e inverteu a sua prévia política de NÃO! aos grandes reactores PWR.

 

Lesta na sua nova aposta neo-PWR, e sem que estivessem já acertados quer os termos de impacto ambiental quer o processo de regulação e licenciamento, a Eskom rapidamente passou a lançar bilionários concursos para a imediata disseminação de mega-centrais nucleares – incluindo ambiciosas opções de expansão.

 

Devido à escassez de água na África do Sul, as novas centrais nucleares serão todas instaladas na costa, decorrendo, de momento, a selecção de locais nas províncias do Cabo (Norte, Oeste e Este); Kwazulu-Natal (imediatamente adjacente à costa moçambicana) não faz parte do leque de hipóteses Eskom.

 

For starters, a Eskom já qualificou propostas da Westinghouse e Areva para a construção da próxima central nuclear – uma planta que terá entre 3,200 a 3,500 MW de potência instalada (ou 2 unidades Areva de 1,600 MW ou 3 unidades Westinghouse).

 

Quanto aos custos de opções nucleares EPR (Evolutionary Power Reactor) Pressurised Water Reactor, o caso do reactor finlandês Olkiluoto 3 (1,600 MWe) tem surgido como a referência mediática mais imediatamente fiável.

 

Há quatro anos apreçada em 3 biliões de Euros (cerca de 36 biliões de Rands), esta central Areva, cuja conclusão foi de novo adiada, viu entretanto os seus custos ampliados em 700 milhões de Euros - o que sugere qualquer coisa como 90 biliões de Rands correntes para estes novíssimos 3,200 MW nucleares da Eskom; um valor a reter lembrando os 80 biliões de Rand estimados para Medupi - uma das novas centrais Eskom a carvão (4,500 MW).

 

Ainda segundo o director Maqubela, a perspectiva governamental é a de que a África do Sul dispõe de centenas de anos de combustível para a produção electro-nuclear; ele referiu também que, com base nas projecções das companhias mineiras, o país tem todo o urânio de que precisa e, mais a mais, a legislação sul-africana prevê restrições à exportação de urânio em caso de insegurança de fornecimentos.

 

Embora a construção da nova central nuclear ainda não tenha sido adjudicada, Maqubela prevê que a construção demore 5 anos após início em 2010.

 

xitirap amplamente baseado num fact-sheet

Mail & Guardian (Junho 20, 2008)

 

 

ps – entretanto, em Nice, alguns IPPs queixavam-se da progressiva distanciação Eskom face a potenciais opções regionais SADC – security of supply oblige.