a raça existe?

 

NÃO !

 

se as raças forem definidas como grupos geneticamente discretos.

 

os cientistas podem contudo usar algumas informações genéticas para agrupar indivíduos em clusters de específica relevância.

 

 

extractos de artigo por

Michael J. Bamshad

& Steve E. Olson

 

publicado em

Scientific American

edição Dezembro 2003

diversidade genética humana

 

os pesquisadores usam frequentemente pequenas peças do DNA chamadas polimorfismos Alu para determinar se várias populações estão relacionadas umas com as outras. Os Alus não têm função conhecida, embora se copiem e insiram aleatoriamente no genoma de cada pessoa. Como os Alus previamente inseridos não se excisam a si próprios, os padrões de Alu podem ser usados como bitolas para estimar quão geneticamente próximas são duas pessoas - e, em média, duas populações.

Por exemplo, um polimorfismo Alu num cromossoma 1 ocorre aproximadamente em 95% dos Africanos sub-Saharianos que foram rastreados, 75% dos Europeus e norte-Africanos, e 60% dos Asiáticos, ao passo que um outro polimorfismo Alu no cromossoma 7 é detectado em aproximadamente 5% dos Africanos sub-Saharianos, 50% dos Europeus e norte-Africanos e 50% dos Asiáticos. Alguns indivíduos são portadores de ambos estes polimorfismos.

 

Por si só, um simples polimorfismo não pode distinguir todos os membros de um grande grupo humano de todos os membros de um outro grupo, mas através da análise de centenas destes polimorfismos os cientistas podem agrupar os indivíduos rastreados em diferentes locais na base dos seus perfis genéticos.

 

Michael J. Bamshad  &  Steve E. Olson

a contagem do número de unidades do DNA chamadas curtas repetições tandem (short tandem repeats) nos cromossomas pode permitir aos cientistas agrupar indivíduos de acordo com a sua provável ancestralidade. Uma dessas repetições, AAAG, ocorre entre 2 a 7 vezes em pessoas de descendencia africana mas entre 5 a 8 vezes naqueles cujos antepassados vieram da Europa ou Médio-Oriente. (Cada pessoa herda um conjunto de repetições da mãe e um outro do pai).

Assim, alguém que porte duas e três repetições terá provavelmente ascendencia africana, enquanto que um outro portador de seis e oito repetições descenderá provavelmente de antepassados da Europa ou Médio-Oriente. Contudo, ocorrem pessoas com cinco e sete repetições em ambas as populações o que as torna mais difíceis de classificar usando esta específica repetição.

 - M.J.B. and S.E.O.

xitizap # 11     abril 2004

 

polimorfismos Alu

 

como primeiro passo para identificar ligações entre definições sociais de raça e herança genética, os cientistas necessitam de um modo para fiavelmente agrupar os grupos humanos de acordo com as respectivas ancestralidades.

 

Nos últimos 100 000 anos ou mais, os humanos anatomicamente modernos migraram de África para outras partes do mundo, e o número de membros da espécie humana aumentou dramaticamente. Este alastramento deixou uma distinta assinatura no nosso DNA.

 

Para determinar o grau de relacionamento entre grupos, os geneticistas recorrem a minúsculas variações no DNA, ou polimorfismos, especificamente na sequencia de pares-base, os blocos construtores de DNA.

 

entretanto, e à medida que os cientistas sequenciam o genoma humano (o conjunto completo de DNA nuclear), eles vão igualmente identificando milhões de polimorfismos.

A distribuição destes polimorfismos através das populações reflecte a história destas populações e os efeitos da selecção natural. Para efeitos de análise estatística, o polimorfismo ideal seria um que estivesse presente em todos os membros de um grupo e ausente nos membros de todos os outros grupos. Contudo, a separação entre grupos humanos é ainda muito recente e a miscigenação é tão grande que tais diferenças não existem.

 

Uma útil classe de polimorfismos é formada por Alus, que são pequenas secções de DNA de similar sequencia. Ocasionalmente, os Alus replicam-se e as cópias resultantes migram aleatoriamente para novas posições no cromossoma original, ou em outro cromossoma, habitualmente em zonas que não produzem efeitos no funcionamento dos genes próximos. Cada inserção é um acontecimento único e, uma vez auto-inserida, uma sequencia Alu poderá aí permanecer por biliões de anos, e ser passada por uma pessoa para os seus descendentes.

Assim, se duas pessoas têm a mesma sequencia Alu no mesmo local do seu genoma, eles têm de descender de um antepassado comum que lhes forneceu aquele específico segmento de DNA.

 

tradução livre de extractos

do artigo

 

Does Race Exist ?

 

Michael J. Bamshad

& Steve E. Olson

xitizap # 11

lágrimas de crocodilo

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memórias de Chibuto

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