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março 2011 |
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Mozal sob fogo
Mar 06 2011 15:25 Johannes Myburgh (Fin24.com)
Joanesburgo – Uma aparente má gestão na alumineira Mozal da BHP Billiton na Matola foi o motivo de visitas de inspecção por parte de três directórios internacionais de observância e mediação de reclamações (ombudsman).
A má gestão da alumineira levou ao quase-colapso da estrutura de alguns filtros e, actualmente, a empresa é acusada de não ter comunicado apropriadamente com organizações da sociedade civil o que conduziu a quebras de confiança por parte das comunidades vizinhas. Estes factos motivaram prontas investigações por parte da Corporação Financeira Internacional/Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (Grupo Banco Mundial), Banco Europeu de Investimentos e o Ponto de Contacto Nacional do Reino Unido.
Em Novembro de 2010, a Mozal começou a emitir alcatrões e gases tóxicos directamente para a atmosfera enquanto procedia à reparação dos seus dois Centros de Tratamento de Fumos (CTFs) que haviam sido erodidos até ao ponto de colapso. Isto fez crescer a ira de organizações da sociedade civil e despoletou reclamações formais aos investidores (Mozal) e ao Índex de Investimento Socialmente Responsável da Bolsa de Valores de Joanesburgo.
Em declarações ao jornal City Press, o académico Harold Annegarn declarou que o potencial colapso não era um problema menor referindo que “isto trata-se de um sério falhanço de toda a unidade. Agora eles estão a tentar consertá-la e mantê-la a funcionar.”
Construída há 10 anos por $ 1.3 biliões de dólares, a Mozal foi a maior injecção de capital num dos países mais pobres do mundo (Moçambique). Mas, uma década depois, a alumineira contornou os seus Centros de Tratamento de Fumos durante mais de quatro meses através de um bypass, a mais longa oclusão de que os especialistas têm conhecimento e uma “condição altamente inusual” segundo Harold Annegarn.
“É uma indicação de más condições operacionais, má manutenção ou de falhas fundamentais a nível de projecto.”
A dado momento, as tubagens que ligavam os fornos de alumínio ao fornecimento de ar incendiaram-se, o que é uma situação indicando “uma gestão seriamente pobre” disse ainda Annegarn.
No ano passado, Mike Fraser (director da Mozal) atribuiu esta deterioração a uma “engenharia sub-óptima” e a uma “sobreprodução”, tendo na altura comparado o caso dos (inadequados) filtros à instalação de “um pequeno tubo de escape num Ferrari”.
Apesar da seriedade deste bypass aos filtros, a subsidiária da maior empresa de mineração do mundo (BHP Billiton) evitou o engajamento com a sociedade civil e complicou o acesso aos seus estudos ambientais, deixando pouco tempo para que se efectuassem análises independentes aos seus planos de contingência.
Excertos seleccionados e traduzidos/editados por xitizap - leia o artigo integral publicado na edição online da Fin24.
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