Enganaram-se no «doping»

... e acabaram a dormir

 

Um ritmo de jogo sonolento caracterizou a actuação do Ferroviário de Moatize, na sua estreia no «Nacional» de futebol moçambicano. Os «locomotivas» enganaram-se no «doping», tomaram sedativos por anabolisantes e começaram a partida a dormir em pé.

 

Aos 70 minutos, quando o árbitro se decidiu a interromper o jogo, já só restavam três jogadores em campo.

 

O encontro, a contar para a primeira jornada do Moçambola 94 (Zona Centro), realizou-se no último domingo no pelado do Chingale de Tete e colocou frente a frente a formação da casa e o Ferroviário de Moatize, uma vila mineira a 20 quilómetros da capital provincial.

 

Os problemas da equipa visitante revelaram-se desde o pontapé de saída.

 

Aos cinco minutos, já o Ferroviário de Moatize efectuava a sua primeira substituição, seguida de uma segunda momentos depois. Com o decorrer do encontro, os «locomotivas» mostravam-se cada vez mais incapazes de jogar e até de correr, numa letargia generalizada que incluía o próprio guarda-redes, paralisado na sua baliza.

 

Na segunda parte, o Ferroviário de Moatize entrou em campo com cinco jogadores apenas, alegando que os restantes estavam exaustos. Curiosamente, o árbitro deixou prosseguir a partida e só se decidiu a interrompê-la aos 70 minutos, após o abandono do terreno por mais dois «locomotivas», quase sucessivamente e sem autorização.

 

O estranho estado dos jogadores do Ferroviário acabou por inibir a equipa do Chingale, que terminou o jogo a ganhar apenas por 7-0. Nas bancadas, os espectadores estupefactos … com muitos a atribuir o ocorrido a actos de feitiçaria.

 

Os jogadores, que se atiravam ao chão exaustos ao deixar o rectângulo, explicaram que se sentiam com «as pernas fracas e sem forças para correr», além de verem «tudo a andar à volta». O delegado da Federação Moçambicana de Futebol solicitou que os atletas afectados fossem levados ao hospital para análises, mas os responsáveis do clube de Moatize recusaram-se a acatar a directiva.

 

Fontes em Tete revelaram ao PÚBLICO que alguns jogadores já confessaram, em privado, ter ingerido comprimidos antes do jogo, mas não revelaram quem lhos ministrou. Declarando que obedeciam a ordens superiores, os futebolistas confirmaram que tinham tomado o que eles pensavam ser um estimulante, quando se tratava afinal de sedativo. Um engano entorpecedor...

 

José Pinto de Sá, em Maputo

in Público, 1994.04.09

 

Tete e o Mundial 2010

 

A FIFA receia que alguns jogadores do Mundial 2010 possam vir a usar indetectáveis estimulantes obtidos a partir de remédios africanos que, correntemente, não são considerados como substâncias banidas.

 

O presidente do comité médico da FIFA, Michel D’Hooghe, anunciou querer que a World Anti-Doping Agency passe a analisar algumas das plantas africanas tidas como injustas vantagens para os atletas que as cheiram …. e fumam.

 

Ntlopi Moguru, médico-chefe da selecção da África do Sul, confirma que alguns tipos de plantas africanas (usuais no Gana, so to speak) podem produzir esteroides laterais que, nem constam na Lista Wada, nem sequer são detectados nos testes de drogas.

 

in SAPA - AP (ABRIL  2010)

xitizap # 54

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