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calendário eléctrico, ou de como são elásticos os timings oficiais |
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a Eskom e as rotas do radioactivo PBMR os projectos nucleares só raramente são como vêm nos folhetos de marketing inclusivé para um gigante como a Eskom que já gastou mais de 500 milhões de Rand em custos de desenvolvimento do Pebble-Bed Modular Reactor (PBMR) - um número por baixo, segundo alguns analistas e apesar dos mega-milhões de dinheiro público, e da premiére que foi o teste de finais 2002, a Eskom continua a ter dificuldades em meter o projecto PBMR nos eixos, incluindo políticos. E talvez seja por isso que o governo sul-africano tem vindo a adiar cruciais decisões. Porque que segundo a Earthllife (RSA), o departamento de turismo e assuntos ambientais ainda não aprovou o estudo de impacto ambiental PBMR, o National Nuclear Regulator ainda não emitiu a licença, e o conselho de ministros ainda não aprovou o projecto. E recorde-se ainda que um recente painel de peritos internacionais foi incapaz de detectar a viabilidade técnica ou financeira do projecto PBMR small is beautiful, ma non troppo e do Western Cape ao Kwazulu Natal são já muitas as autoridades locais, e provinciais, que se opõem ao radioactivo programa. Para além do lobby anti-nuclear que ameaça o governo com tribunais. Antes mesmo que se instale a primeira pedra de momento, e ao contrário do que a Eskom anunciava há 6 meses, só um facto parece indisputável: com a demanda anual a crescer 3-4% (mais de 1000 MW por ano), as mais credíveis projecções apontam para um deficit de fornecimento interno. Dentro de momentos Para suprir este deficit, o governo sul-africano parece apostar fortemente na privatização da Eskom. Uma operação que, teoricamente, poderá mobilizar parceiros privados para a modernização das suas 24 centrais a carvão. Um programa que custará 50 biliões de Rand nos próximos 5 anos de imediato a Eskom assesta baterias na recuperação de 3 centrais a carvão que haviam sido congeladas (mothballed) em Camden, Grootvlei e Komati. Na busca de mais 3500 MW de capacidade produtiva - 9% da actual capacidade Eskom contudo, com aumentos de demanda superiores a 1000 MW por ano, para além de recuperar centrais existentes, a Eskom terá que fazer face a 8 biliões de rand por ano se apostar em novas centrais a carvão. O que é mais do dobro do seu lucro líquido em 2002 (3.6 biliões Rand) E por isso pairam algumas incertezas sobre a privatização Eskom. Nomeadamente porque a Eskom tem vindo a apresentar resultados financeiros progressivamente desapontadores. Em termos de RoA, por exemplo, a rentabilidade não ultrapassou 1.7% em 2002. E segundo os analistas, esta baixa rentabilidade tenderá a afastar potenciais investidores. E a dificultar os programas de liberalização. Mesmo que uma sistemática subida de tarifas, e bem acima da inflacção, haja já sido anunciada pelo NER e neste mega puzzle de cifrões, a Eskom não terá muitas facilidades em mobilizar mais uma mão cheia de biliões para financiar o radioactivo reactor PBMR. Sobretudo quando se tem em conta as actuais barreiras contra proliferações - internas e externas josé lopes maputo, abril 2003 sobre este tema PBMR O Zambeze e a opção nuclear da Eskom texto em pdf (size 120 kB) |
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Tarifas EDM dentro de 2 meses, ter-se-á passado um ano sobre a data em que a EDM (Electricidade de Moçambique) submeteu ao governo uma proposta de aumento tarifário. Uma proposta que pretendia colocar o kWh a 9 cêntimos de USD -- mais ou menos 2300 MT/kWh, mais ou menos 80 centimos do Rand segundo se conta, o governo estranhou a enormidade do aumento e, perplexo quanto ao impacto inflaccionário, terá ordenado à EDM uma reorganização das contas. Em estrutura que descriminasse devidamente os seus vários centros de custos e proveitos: produção, transporte e distribuição note-se que esta restruturação do plano de contas era desde há muito solicitada por todos os importantes financiadores da EDM (nacionais e internacionais) - para não falar nos consumidores. Porque, no limite, ninguém conseguia compreende-las. Nem sequer o Banco Mundial que já por ali andava desde 1987 e que, só para feitura de contas, terá financiado a EDM com uns bons milhões USD. Em equipamentos, consultores e auditores aliás, é este próprio Banco Mundial que insistentemente reporta que as contas agregadas da EDM, a continuarem assim, nunca poderão traduzir a viabilidade da empresa. O que em termos de gestão é uma perigosa aventura. Sobretudo quando se trata de um crucial bem público como a EDM e tal como os incrédulos consumidores, todos os financiadores fazem notar que a quase totalidade da energia EDM é adquirida a custos inferiores a 1 cêntimo de USD (aprox 240 MT/kWh) mas que devido aos seus altos custos operacionais, onde se incluiem os fátuos gastos em administração central, a EDM mal consegue equilibar-se (to break even) e isto apesar de vender o kWh a um preço médio 7 vezes superior ao da compra mas como neste entretanto de 11 meses não apareceu nenhum aumento tarifário, de duas uma: ou a EDM e os seus auditores ainda não conseguiram fazer as contas como manda a lei ou então, alguma coisa estava errada nas tarifas propostas. Ou o cálculo, ou o timing político do agravamento para já, o importante é que os consumidores se regojizam com as demoras tarifárias os gestores EDM … não sei |


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em 27 Dezembro 2002 referi-me a datas oficiosas de três acontecimentos uma das datas dizia respeito à decisão sul-africana quanto ao desenvolvimento do projecto PBMR. outra, relacionava-se com as conversações tripartidas sobre a Hidro-eléctrica de Cahora Bassa. a terceira data referia-se a um iminente aumento de tarifas EDM neste primeiro trimestre de 2003 nenhuma das datas se cumpriu há por aí alguém que saiba porquê ? |
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janeiro 29, 2003 Físicos russos desenvolvem actualmente uma nova geração de reactores nucleares que utilizarão chumbo e bismuto, ao invés de urânio e plutónio. Dois recentes testes experimentais foram bem sucedidos, e o Professor Igor Ostretsov, autor e director do projecto, declarou que o uso de isotopos não-actniídeos permitirá produzir um reactor barato e "anti-terrorista" (???) Uma nova geração de reactores que, ao contrário do PBMR (pebble bed modular reactor), permitirá superar os velhos problemas da proliferação nuclear, e dos lixos radioactivos |
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Cahora Bassa e as conversações tripartidas Na sequencia do corte de fornecimento da HCB à Eskom em 18 Outubro 2002, reuniram-se em Lisboa representantes dos governos de Moçambique, Portugal e África do Sul com o objectivo de estabelecerem uma nova tarifa Embora esta ronda de conversações de Novembro 2002 (28 e 29) haja de novo esbarrado em velhas divergencias quanto ao valor da energia de Cahora Bassa, as partes acabaram por decidir que, ao invés de 2 centimos ZAR por kWh, os fornecimentos efectuados à Eskom durante 2002 seriam tarifados a 3.6 c ZAR/kWh. Decidiram ainda que esta tarifa, que já havia sido aplicada em 2001, teria caracter provisório até que um novo preço para os próximos anos fosse definitivamente estabelecido. E conforme reza a tradição, um enésimo round de negociações foi acordado para Maputo, durante Janeiro 2003 O meeting de Janeiro 2003 em Maputo acabaria por não se realizar, e as partes anunciaram então Fevereiro 2003 como a nova data para negociações. Uma data que também não foi cumprida. Entretanto, como um ano ainda tem 12 meses, as conversações foram adiadas para Março 2003. E, incidentalmente, Março passou sem que as 3 partes se encontrassem Nenhuma das partes se dignou a comentar, com substancia, este zigzag de datas. Nem sequer um putativo convite feito pela HCB à hiper endividada Zesa (Zimbabwe) para a aquisição de 25% de acções em Cahora Bassa south bank |

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fotos Rui Vieira (Cahora Bassa) Andreas Serrano (morgue) |

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xitizap # 2 abril 2003 |